Todos nós precisamos comer. Mas a maneira como produzimos e consumimos alimentos está colocando uma pressão impossível no planeta. E com a população mundial prevista para crescer de 7 bilhões hoje para mais de 9 bilhões em 2050, está claro que nosso sistema alimentar precisa mudar urgentemente.
No mundo são perdidas toneladas e toneladas de alimentos apropriados para o consumo diário. Estima-se que 17% de toda a produção global de comida é desperdiçada, sendo em sua maioria, dentro das casas.
Enquanto o Brasil é um dos maiores exportadores de alimentos no mundo ele também abriga 116 milhões de brasileiros que não têm comida suficiente ou passam fome, tornando o país o décimo país que mais desperdiça alimentos no dia a dia, segundo ranking da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) com 54 países, feito pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e pela organização britânica de resíduos WRAP.
116,9 milhões (55%) - Passaram a conviver com algum grau de insegurança alimentar após a pandemia
54,5 milhões (26%) - Não tem acesso a uma dieta nutritiva adequada
43,4 milhões (21%) - Não tem condições de comprar alimento em quantidades suficientes
19 milhões (9%) - Passam fome
Fonte: Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan).
O desperdício é o maior inimigo da sustentabilidade dos sistemas alimentares. Quando a comida se perde, os sistemas usados para a produção dos alimentos como água, energia, força de trabalho, terra e capital também são desperdiçados.
Um terço de toda a terra já é usado para plantações e pecuária. E, no entanto, a produção de alimentos continua sendo a principal causa do desmatamento e da perda de outros habitats. Essa crescente demanda por alimentos e o contínuo despojamento de nosso meio ambiente estão desestabilizando muitos sistemas naturais dos quais dependemos para nosso bem-estar e sobrevivência.
A perda de alimentos gera emissões de gases que contribuem para a mudança climática e até para a alta no preço dos produtos.
A média de emissões geradas pela perda de alimentos é de 7% do total dos gases que causam o efeito estufa e ocupam quase 30% da terra agricultável usada para produzir os alimentos, que acabam nunca sendo consumidos.
¼ : a indústria alimentar é responsável por cerca de um quarto de todas as emissões de gases do efeito estufa.
73%: a agricultura alimentar é responsável por cerca de um quarto de todas as emissões de gases do efeito estufa
35%: 35% dos estoques globais de peixes foram sobrepescados a níveis insustentáveis.
⅓: cerca de um terço de todos os alimentos produzidos é desperdiçado - sendo perdido na cadeia de suprimentos ou jogado fora.
821 milhões: 821 milhões de pessoas passam fome todos os dias, quase dois bilhões estão acima do peso ou obesos, e as dietas ruins são a principal causa de doenças não transmissíveis, como diabetes e doenças cardiovasculares.
Sendo esse o objetivo do trabalho, trazemos a vocês formas de minimizar o desperdício.
Opte por alimentos produzidos localmente. A agricultura familiar é mais sustentável, mais saudável e ainda fomenta a economia local.
Prepare receitas mais sustentáveis, com partes dos alimentos que geralmente são jogados no lixo, como raízes, cascas e sementes.
Opte por um estilo de vida mais sustentável.
Aprenda a fazer compostagem de resíduos orgânicos. Com o húmus você pode criar a sua própria horta!